Do Barramento ao Hub: A Evolução para a Topologia em Estrela


À medida que as redes Ethernet cresceram, as limitações da topologia em barramento ficaram insustentáveis.
A necessidade de instalar mais computadores, reduzir falhas e facilitar a manutenção levou ao próximo passo evolutivo:
O Hub Ethernet
Apesar de parecer um grande avanço, internamente o hub continuava funcionando como um barramento elétrico, como uma extensão múltipla de energia que simplesmente replica o mesmo sinal para todas as tomadas.
Hubs: Um Sinal Compartilhado, Agora com Cabos Individuais

A grande mudança trazida pelo hub foi prática:
- cada computador ganhou seu próprio cabo,
- agora utilizando cabos UTP (os cabos Ethernet azuis que usamos até hoje),
- e o antigo cabo coaxial contínuo desapareceu.
Com isso, surgiram benefícios imediatos:
- instalação mais simples,
- manutenção mais fácil,
- a rede não caía totalmente se um cabo se rompesse,
- a topologia física passou a ser estrela.
Mas, eletricamente…
O hub continuava sendo um barramento interno.
Isso significa que:
- um computador transmitia → todas as portas recebiam,
- colisões continuavam acontecendo,
- toda a rede ainda era um único domínio de colisão.
Os Problemas Continuavam E Ficaram Piores

Com hubs, as redes começaram a crescer rapidamente.
Mas isso trouxe um novo problema:
➤ Mais portas = mais computadores = mais colisões.
Para aumentar a capacidade, os administradores ligavam hubs uns nos outros:
Hub → Hub → Hub → Hub
Cada novo hub:
- aumentava o congestionamento,
- multiplicava colisões,
- deixava a rede lenta,
- ampliava o domínio de colisão para dezenas de máquinas.
Um único broadcast ou colisão podia afetar toda a rede.
Ficou claro que era preciso segmentar a rede, não apenas ampliá-la.
A Necessidade de Divisão da Rede: A Bridge


A bridge foi o primeiro dispositivo a trazer inteligência real para as redes Ethernet.
Uma bridge possuía:
- duas portas (depois mais),
- capacidade de aprender endereços MAC,
- e a função de separar tráfego entre segmentos.
O que a bridge resolveu:
Imagine uma rede com 40 computadores conectados a hubs.
Ao dividir em dois segmentos de 20 máquinas, conectados por uma bridge:
- tráfego local fica no seu próprio segmento,
- apenas o necessário atravessa a bridge,
- metade dos computadores não escuta transmissões desnecessárias,
- colisões são reduzidas em cada segmento.
A bridge criou dois domínios de colisão menores, em vez de um único domínio gigante.
Isso melhorou drasticamente a performance.
Como a Bridge Reduzia o Tráfego
A bridge analisava cada quadro e decidia:
- Se o destino estivesse no mesmo lado, não encaminhava o quadro;
- Se estivesse no outro lado, encaminhava;
- Se o MAC fosse desconhecido, inundava apenas para o outro segmento.
Essa inteligência simples foi a base da segmentação moderna.
A bridge foi o primeiro passo na direção de:
- redes mais organizadas,
- domínios de colisão menores,
- controle de broadcast,
- eficiência real.
Bridges Multiportas viram Switches



O sucesso da bridge provou que segmentar era o caminho certo.
Com o tempo, os fabricantes:
- aumentaram o número de portas,
- melhoraram os algoritmos de ponte,
- criaram tabelas MAC mais eficientes,
- adicionaram buffers dedicados,
- isolaram colisões por porta.
O resultado foi o dispositivo mais importante de qualquer rede atual:
O Switch Ethernet
Presente em empresas, provedores, data centers e ambientes domésticos modernos.
Por Que Isso Prepara Você Para o Estudo dos Switches
Agora que você entende:
- os limites do barramento,
- como o hub repete o sinal,
- a necessidade de segmentação,
- e o papel das bridges,
você está pronto para entender por que o switch resolve todos esses problemas de uma vez só.
Switches:
- eliminam colisões,
- criam enlaces dedicados,
- permitem full-duplex,
- implementam comutação inteligente,
- tornam a rede rápida e escalável.
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