Categoria: Uncategorized

  • #6 Topologia de Redes de 3 Camadas

    Topologia de 3 Camadas – O Modelo Clássico das Redes Corporativas

    https://lh7-us.googleusercontent.com/m5bhgn5-LChywzO6eDYKhD_FELRkUJpXvxbo6kkCRR45Bnu6pfbdJqEkv8PPvPnuX2z5rj8w_Cde0wyaA0ACQfsVFHBpPGgAqAT3RfCOOURIxS6Nh_4xBQxCZN3T2z8vyih1mkxcJ6hflTsPmhyfEnwjmmIfbj7BUf44PVadbMFn1LndjDUFVeunrg3NIQ?utm_source=chatgpt.com
    https://study-ccna.com/wp-content/uploads/collapsed-core-and-three-tier-architectures.png?utm_source=chatgpt.com
    https://study-ccna.com/wp-content/uploads/2016/02/cisco_hierarchical_model.jpg?utm_source=chatgpt.com

    6

    A medida que as redes cresceram, o mercado percebeu que era impossível manter todos os dispositivos conectados de forma aleatória ou sem uma estrutura clara.
    Foi então que nasceu um dos modelos mais importantes da engenharia de redes:

    👉 A Topologia de 3 Camadas (Core – Distribution – Access)

    Este modelo foi criado para:

    • organizar fisicamente os equipamentos,
    • facilitar expansão,
    • aumentar redundância,
    • permitir alta disponibilidade,
    • dividir responsabilidades entre camadas,
    • e padronizar a forma como redes são construídas no mundo todo.

    Hoje, qualquer empresa média ou grande segue este modelo — e você encontrará isso no seu dia a dia como analista de redes.


    🔹 Camada de Acesso – Onde Tudo Começa

    https://wdcdn.qpic.cn/MTY4ODg1NzcwMTg1MjI3OQ_133827_6A69FmZG4scEw_Yl_1750399527?h=539&type=image%2Fpng&w=953&utm_source=chatgpt.com
    https://cdn.shopify.com/s/files/1/0810/5138/6158/files/Layers-of-Hierarchy-Ethernet-Network_3eef3e7a-c9c0-4eed-96ff-f5f7fdd61ece.png?v=1697619306&utm_source=chatgpt.com
    https://ars.els-cdn.com/content/image/3-s2.0-B9780128233955000057-f11-06-9780128233955.jpg?utm_source=chatgpt.com

    5

    Agora que você já conhece os switches Layer 2, fica fácil entender seu papel:

    👉 A camada de acesso é onde todos os dispositivos finais são conectados.

    Aqui entram:

    • computadores
    • impressoras
    • telefones IP
    • câmeras
    • access points
    • dispositivos IoT
    • qualquer equipamento do usuário final

    E por isso:

    ✔ Os switches da camada de acesso são quase sempre Layer 2, porque o objetivo aqui é apenas conectar dispositivos.

    ❌ Podemos usar switches Layer 3 no acesso?

    Sim, mas é desperdício de dinheiro.

    Switches L3 são mais caros e suas funções de roteamento não devem ser usadas nesta camada.
    Eles seriam subutilizados, o que é um erro comum em empresas sem planejamento.


    🔹 Camada de Distribuição – O “Cérebro” Interno da Rede

    https://resource.fs.com/mall/generalImg/CScWb6HO6oONG1xsMxhcJcy6nrc.png?utm_source=chatgpt.com
    https://lh7-us.googleusercontent.com/E5h6a2wCzn4ejEOBTVJZ8LA84jRzbXH9B5moZfiS_QAYACtCwjgCNYpQrKX_hltdLR_h2Rh6Nj4rzPJfQIw6Pyv6FHxtbLIQw7Wx9J6KRfDnfGUHTasIcK7h1sCcdwAMat2gfDpDLYSmuGSooS9Hy8c?utm_source=chatgpt.com
    https://www.cisco.com/c/dam/en/us/support/docs/lan-switching/inter-vlan-routing/41260-189-00.png?utm_source=chatgpt.com

    6

    Esta é a camada que faz a rede conversar consigo mesma.

    👉 Aqui sim começamos a usar Switches Layer 3, mas com foco em SVIs.

    Funções típicas da camada de distribuição:

    • interligação das VLANs
    • controle de rotas internas
    • aplicação de políticas de segurança
    • agregação de múltiplos switches de acesso
    • decisões sobre para onde o tráfego deve ir

    Ela é como um “cérebro intermediário” da empresa:

    • recebe tráfego dos switches de acesso,
    • toma decisões lógicas de roteamento,
    • envia o tráfego para o core ou para outras VLANs,
    • executa redundância (HSRP/VRRP/GLBP) dentro do ambiente.

    🔹 Camada Core – O Centro da Rede (e o Caminho para o Mundo)

    https://www.znetlive.com/blog/wp-content/uploads/2016/10/Core-layer.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://www.computernetworkingnotes.com/wp-content/uploads/ccna-study-guide/images/csg81-03-distribution-and-core-layers.png?utm_source=chatgpt.com
    https://datasave.qsfptek.com/resources/image/2023-05-23186310.jpg?utm_source=chatgpt.com

    6

    O Core é o ponto mais importante da infraestrutura interna.

    Ele é responsável por:

    • interligar todas as redes internas,
    • conectar a empresa com outras filiais,
    • conectar a rede ao firewall,
    • conectar a rede ao roteador da operadora,
    • conectar a rede à Internet.

    Equipamentos do Core:

    • Switches Layer 3 muito mais potentes, ou
    • Roteadores corporativos de alta performance.

    Aqui está a “autoestrada” da empresa.

    É onde passam:

    • rotas internas,
    • rotas externas,
    • links de fibra entre prédios,
    • conexões de alta velocidade para datacenters.

    Sem o core, nenhuma comunicação externa existiria.


    🏛️ Nossa Topologia de Demonstração

    Vamos trabalhar com o seguinte ambiente:

    🔹 6 switches de acesso (L2)

    para conectar os dispositivos dos usuários.

    🔹 2 switches de distribuição (L3)

    para rotear entre VLANs e conectar todos os acessos.

    🔹 2 switches core (L3 mais potentes ou roteadores)

    para conectar a empresa ao mundo externo.

    https://www.fibermall.com/blog/wp-content/uploads/2023/08/three-layers.png?utm_source=chatgpt.com
    https://study-ccna.com/wp-content/uploads/collapsed-core-and-three-tier-architectures.png?utm_source=chatgpt.com
    https://www.researchgate.net/publication/271557256/figure/fig3/AS%3A392041558233103%401470481399940/Hierarchical-Campus-Network-Architecture-51-Requirement-of-the-proposed-Campus-Network.png?utm_source=chatgpt.com

    4

    Esse é um modelo extremamente comum em empresas reais.


    🔄 Redundância: Por Que a Distribuição e o Core Precisam de 2 Equipamentos

    As camadas de distribuição e core não servem apenas para “ligar coisas”.
    Elas são responsáveis por conectar redes inteiras.

    Por isso:

    👉 Se um equipamento falhar sem ter um substituto, a empresa inteira fica fora do ar.

    Exemplos:

    • Se um core cair → a empresa perde Internet e comunicação com outras filiais.
    • Se uma distribuição cair → metade das VLANs ou andares ficam isolados.

    Por isso é obrigatório:

    • 2 switches de distribuição sempre trabalhando juntos,
    • 2 switches core com redundância,
    • links duplicados,
    • protocolos de alta disponibilidade.

    Você raramente verá redes profissionais sem redundância — e se vir, prepare-se para problemas graves.


    🧩 A Topologia Física x A Topologia Lógica

    A topologia de 3 camadas representa a estrutura física:
    quem conecta com quem, por onde os cabos passam, e qual equipamento pertence a qual camada.

    Mas existe uma segunda forma de enxergar a rede:

    👉 A Topologia Lógica

    • como o tráfego fluye entre VLANs
    • como os roteamentos são feitos
    • como as redundâncias se comportam
    • como o spanning-tree atua
    • como caminhos principais e de backup são usados

    E isso será visto mais à frente no curso.

  • #5 Switches Layer 3

    Switches Layer 3 – O Encontro Entre Switch e Roteador

    https://documentation.meraki.com/%40api/deki/files/436/4478bd7d-57ee-485b-aee4-d7d41dce1807?revision=1&utm_source=chatgpt.com
    https://www.etherwan.com/sites/default/files/featured-articles/EtherWAN_L2L3.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://miro.medium.com/v2/resize%3Afit%3A1200/1%2A4oLUgGZp2tsyICIuzbhZsw.jpeg?utm_source=chatgpt.com

    8

    Agora que entendemos bem a diferença entre switches L2 e roteadores, podemos finalmente falar de um dispositivo que combina os dois mundos e é amplamente utilizado em empresas modernas:

    👉 O Switch Layer 3 (ou Multilayer Switch)

    Ele é, essencialmente:

    • um switch L2 com alta capacidade de processamento,
    • capaz também de executar funções de roteamento (L3),
    • possuindo muitas portas, diferente dos roteadores tradicionais.

    🔄 Por que as empresas preferem Switches L3 em vez de Roteadores?

    https://ascentoptics.com/blog/wp-content/uploads/2023/08/layer-2-vs-layer-3-switch-1.png?utm_source=chatgpt.com
    https://www.etherwan.com/sites/default/files/featured-articles/EtherWAN_L2L3.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://cloudswit.ch/wp-content/uploads/2022/10/cx-m-10g_CX206P-48S-M-H-19.png?utm_source=chatgpt.com

    6

    Switches L3 se popularizaram por três motivos:

    ✔ 1. Melhor custo-benefício

    Eles fazem o papel de um roteador interno com muito mais portas e com preço inferior ao de roteadores corporativos.

    ✔ 2. Alta performance

    São capazes de encaminhar tráfego entre VLANs e redes internas em velocidade de fio (line-rate).

    ✔ 3. O roteador físico na empresa quase sempre pertence à operadora

    Hoje é comum:

    • a ISP instala um roteador próprio (comodato);
    • ela garante manutenção somente até esse roteador;
    • tudo que estiver depois dele → é problema da empresa, ou melhor:
      é responsabilidade do analista de redes.

    Por isso, switches L3 tornaram-se o padrão corporativo para interligação de VLANs, prédios, andares, departamentos, datacenters e redes inteiras.


    🚪 Switch L3: Um roteador com muitas portas, ou um switch que roteia?

    A resposta é: os dois.

    Um Switch Layer 3 é capaz de:

    • atuar como um switch tradicional (L2),
    • atuar como roteador interno (L3),
    • encaminhar tráfego entre VLANs,
    • escolher rotas usando seu próprio sistema operacional,
    • criar interfaces virtuais chamadas SVIs,
    • ou até mesmo operar com interfaces físicas roteadas (no-switchport).

    Por isso ele substitui com folga muitos roteadores internos.


    🌐 Como o Switch L3 toma decisões de roteamento

    https://www.n-study.com/wp-content/uploads/2023/05/en-layer3switch-port-classification-01.png?utm_source=chatgpt.com
    https://i.sstatic.net/IKcPs.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://www.ciscopress.com/content/images/chap4_9780136729358/elementLinks/04fig01_alt.jpg?utm_source=chatgpt.com

    6

    Os switches L3 possuem um sistema operacional capaz de:

    • manter uma tabela de rotas,
    • executar roteamento estático,
    • suportar protocolos dinâmicos como OSPF, EIGRP e até BGP,
    • decidir para onde encaminhar cada pacote IP.

    Tudo isso ocorre dentro do próprio equipamento, sem depender de roteadores externos.


    🔧 SVI – Interfaces Virtuais para Interligar VLANs

    Antes de avançarmos para configurações, é importante entender um conceito fundamental:

    👉 A SVI (Switch Virtual Interface)

    É uma interface lógica associada a uma VLAN. Ela permite:

    • comunicação entre VLANs,
    • criação de gateways internos,
    • divisão da rede em múltiplos domínios de broadcast,
    • controle eficiente do tráfego.

    Na prática:

    • VLAN 10 → SVI com IP 10.0.10.1
    • VLAN 20 → SVI com IP 10.0.20.1
    • O switch L3 faz o roteamento entre essas redes, internamente.

    Isso é conhecido como Inter-VLAN Routing.


    🧠 Mas antes de entrar em configurações… Precisamos falar de topologia real

    https://images.edrawsoft.com/articles/network-topology-examples/step1-2.png?utm_source=chatgpt.com
    https://ipcisco.com/wp-content/uploads/2020/04/Network-Topology-Architectures.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://www.ciscopress.com/content/images/chap1_9781587133329/elementLinks/01fig06_alt.jpg?utm_source=chatgpt.com

    6

    Você já percebeu que até agora estamos focando no entendimento dos equipamentos.
    Mas existe um ponto que praticamente nenhum curso mostra, e que é fundamental para sua carreira:

    👉 Você nunca vai chegar em uma empresa no “dia zero” e configurar tudo do zero.

    Quando você entrar como analista de redes, vai encontrar:

    • uma topologia já existente,
    • switches antigos e novos misturados,
    • VLANs já configuradas,
    • rotas que já funcionam,
    • equipamentos de várias operadoras,
    • firewall, roteadores, switches core/distribution/acesso,
    • redundância, STP, HSRP/VRRP/GLBP, OSPF rodando,
    • milhares de portas ativas.

    Ou seja:

    O seu trabalho será entender, interpretar, corrigir, otimizar e expandir o ambiente já existente.

    Por isso, antes de falarmos de comandos, precisamos entender como as empresas estruturam suas redes.


    🏛️ Switch L3 no Mundo Real

    Switches L3 aparecem como:

    • core switches
    • distribution switches
    • switches que interligam prédios
    • switches que funcionam como roteadores internos
    • switches fazendo o roteamento entre VLANs
    • switches controlando políticas internas
    • switches que substituem roteadores tradicionais em diversos cenários

    Eles são a “ponte” entre a camada de acesso (onde ficam as máquinas) e a camada de borda (onde fica o roteador da operadora).


    🧩 Resumo antes de avançarmos

    Se você absorveu até aqui, já sabe que:

    • Switch L2 → conecta dispositivos dentro da mesma rede
    • Router → conecta redes diferentes
    • Switch L3 → faz as duas coisas
    • Ele é o padrão corporativo
    • Ele escolhe rotas
    • Ele usa SVIs para interligar VLANs
    • Você raramente verá uma rede sendo construída do zero
    • Seu papel será trabalhar em topologias reais já existentes

    Com isso, estamos prontos para a próxima etapa.

  • #4 Roteadores: Camada 3 Que Conectam Redes

    Roteadores – Os Dispositivos de Camada 3 Que Conectam Redes

    https://www.researchgate.net/publication/352710035/figure/fig1/AS%3A1038216819904513%401624541587105/Basic-Diagram-of-an-Enterprise-Network-A-typical-Enterprise-network-includes.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://www.researchgate.net/publication/224244244/figure/fig1/AS%3A669027894571037%401536520088939/Enterprise-network-with-Ethernet-islands-interconnected-by-IP-routers.png?utm_source=chatgpt.com
    https://www.cisco.com/c/dam/en/us/td/i/400001-500000/450001-460000/455001-456000/455369.jpg?utm_source=chatgpt.com

    8

    Se os switches são os responsáveis pela comunicação dentro da rede local (L2), os roteadores (routers) são os responsáveis por ligar uma rede a outra.
    Eles operam na Camada 3 do modelo OSI, por isso conseguem:

    • conectar sua rede interna à Internet,
    • interligar redes diferentes entre prédios, empresas ou filiais,
    • decidir para onde cada pacote deve ir,
    • aplicar políticas de roteamento, segurança, NAT e muito mais.

    O roteador é a porta de saída da rede, também conhecido como gateway.


    🌍 O Papel do Roteador: Conectar Redes Distintas

    https://www.conceptdraw.com/How-To-Guide/picture/Computer-and-networks-Cisco-network-diagram.png?utm_source=chatgpt.com
    https://i.sstatic.net/7p9Ab.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://datasave.qsfptek.com/upload/2024-03-11/1710148821173.png?utm_source=chatgpt.com

    6

    Um roteador conecta:

    • Rede interna (LAN) → sua casa ou empresa
    • Rede externa (WAN) → sua operadora, outra filial ou a Internet
    • Outras redes internas → departamentos, prédios, datacenters

    Ele funciona como um portão:

    Tudo o que entra ou sai da sua rede passa pelo router.

    Switches apenas encaminham quadros dentro da mesma rede.
    Já o roteador decide entre redes diferentes, analisando endereços IP e tabelas de rotas.


    🧭 Rotas: Automáticas ou Manuais

    O nome “router” já entrega sua função: ele roteia pacotes, ou seja, escolhe o melhor caminho para cada destino.

    Existem dois tipos principais de rotas:

    🔸 Rotas Estáticas (manuais)

    Configuradas pelo administrador.
    Exemplo:
    “Para chegar à rede X, envie tudo para Y.”

    🔸 Rotas Dinâmicas (automáticas)

    Aprendidas por protocolos como:

    • OSPF
    • BGP
    • EIGRP
    • IS-IS

    Esses protocolos permitem que roteadores troquem informações entre si e aprendam automaticamente como chegar a cada rede.


    🚗 Um Exemplo Perfeito: O Waze é um Algoritmo de Roteamento

    https://i.pcmag.com/imagery/reviews/00YOmJe3onJgwxpj3ngWgn4-2..v1611295655.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://zeorouteplanner.com/wp-content/uploads/2023/05/Using-Waze-for-Navigation.png?utm_source=chatgpt.com
    https://www-sygic.akamaized.net/content/14-blog/0-2021/20210510-map-matching-for-better-precomputed-routes/guided-routes-sygic.jpg?utm_source=chatgpt.com

    4

    O Waze faz exatamente o que um roteador faz:

    • As ruas → caminhos possíveis (rotas)
    • A velocidade das vias → banda disponível
    • Trânsito intenso → latência e perda
    • Bloqueios → rotas inválidas
    • Melhor caminho → menor custo (métrica)

    O Waze é um roteador de trânsito, assim como os roteadores da Internet fazem isso milhões de vezes por segundo.

    Sem roteadores, a Internet não existe.


    🏠 Roteadores Domésticos – O que você tem em casa

    https://wonderfulengineering.com/wp-content/uploads/2022/11/10-Best-Wifi-Router-For-Home5.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://cdn.mos.cms.futurecdn.net/emu4CvWyThkGPY25uABrwf.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://static.tp-link.com/Archer-C54_UN_1.0_01_normal_1593402529208o.jpg?utm_source=chatgpt.com

    6

    O roteador doméstico:

    • suporta pouco tráfego,
    • geralmente combina várias funções (Router + Switch + Wi-Fi + DHCP),
    • possui poucas portas,
    • atende 10–20 usuários no máximo.

    Ele também funciona como switch porque:

    Todo dispositivo L3 também entende L2.

    Por isso você não precisa de um switch em casa — o próprio roteador cumpre esse papel.


    🏢 O que nos interessa: Roteadores Profissionais (Enterprise)

    https://www.wifi-stock.com/full/rutxr1_01.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://www.4cabling.com.au/media/catalog/product/t/t/tt.rutxr1_5.jpg?canvas=396%3A396&fit=bounds&height=396&quality=80&width=396&utm_source=chatgpt.com
    https://www.cisco.com/content/dam/cisco-cdc/site/images/illustrations/products/branch-routers-933x400.png?utm_source=chatgpt.com

    6

    Para o analista de redes, o foco deve ser 100% nos roteadores profissionais:

    • totalmente gerenciáveis
    • configuráveis via CLI
    • com suporte a NAT, VPN, QoS, MPLS, ACLs
    • alta performance
    • confiabilidade 24/7
    • capacidade de interligar filiais, datacenters e provedores

    🔌 Poucas Portas: Porque o Roteador Não É um Switch

    Roteadores geralmente têm:

    • 2 a 4 portas Ethernet,
    • algumas portas WAN,
    • portas SFP em modelos mais avançados.

    Por quê?

    Porque ele não foi feito para conectar muitos dispositivos.

    Seu papel é ser a porta de entrada/saída da rede.

    Se uma empresa precisa conectar 50, 100 ou 300 dispositivos:

    ➡️ Conecta-se um switch ao roteador.

    O switch expande a rede.
    O roteador conecta a rede ao mundo externo.


    🧩 Modular vs. Não Modular

    https://files.ekmcdn.com/itinstock/images/cisco-7200-series-7204-modular-router-chassis-1x-npe-atm-fse-1x-psu-34-0687-01-1-81653-p.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://networkoutlet.com/cdn/shop/products/Cisco_7600_4-Slot_Chassis__49219_580x.jpg?v=1625771602&utm_source=chatgpt.com
    https://assets.ext.hpe.com/is/image/hpedam/a00150798enw-3200x2133?fmt=png&utm_source=chatgpt.com

    6

    Routers Não Modulares (Fixed):

    • Portas fixas
    • Funções definidas de fábrica
    • Mais baratos
    • Usados em filiais pequenas e escritórios

    Routers Modulares (Chassis):

    • Permitem adicionar módulos WAN, SFP, 4G/5G, Serial, etc.
    • Podem ter múltiplas fontes de alimentação
    • Projetados para grandes empresas e datacenters

    🔌🔌 Fontes Redundantes

    https://ftp.wti.com/userimages/pts-app-diagram-101201.png?utm_source=chatgpt.com
    https://streakwave.com.au/web/image/product.template/4710/image_1024?unique=db5dec7&utm_source=chatgpt.com
    https://www.cisco.com/c/dam/assets/support/product-images/series/switches-redundant-power-systems.jpg?utm_source=chatgpt.com

    4

    Assim como switches profissionais, roteadores corporativos podem ter:

    • duas fontes de alimentação,
    • operando em paralelo,
    • garantindo que o router continue funcionando mesmo em falhas elétricas.

    🔧 Porta Console – Configuração Direta

    https://i.ytimg.com/vi/Z2-QHMQPqAU/maxresdefault.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://www.cisco.com/c/dam/en/us/td/i/200001-300000/230001-240000/231001-232000/231990.eps/_jcr_content/renditions/231990.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://m.media-amazon.com/images/I/61LZ6srk-%2BL.jpg?utm_source=chatgpt.com

    4

    Roteadores profissionais, assim como switches:

    • possuem porta console,
    • são configurados por CLI (linha de comando),
    • exigem acesso físico na primeira configuração,
    • podem ser completamente personalizados.

    📦 Formato para Rack – Igual aos Switches

    https://m.media-amazon.com/images/I/31wkCHCZzyL._AC_UF1000%2C1000_QL80_.jpg?utm_source=chatgpt.com
    https://media.wavescdn.com/images/products/hardware/max/wrc1-wifi-stage-router.png?auto=format&fit=max&ixlib=imgixjs-3.6.1&utm_source=chatgpt.com
    https://i.ytimg.com/vi/9E5m-VYvoa0/maxresdefault.jpg?utm_source=chatgpt.com

    6

    Eles vêm com:

    • formato padrão para racks de 19”,
    • “orelhas” (rack ears) para fixação,
    • carcaça metálica resistente,
    • profundidade curta ou longa, dependendo do modelo.

    Assim como switches, roteadores convivem lado a lado com:

    • firewalls
    • servidores
    • patch panels
    • switches
    • nobreaks
    • equipamentos de operadora

    🧠 Por que Roteadores São Essenciais

    Roteadores:

    • interligam redes completamente diferentes
    • aplicam políticas de tráfego
    • fazem NAT e PAT
    • conectam a rede à Internet
    • suportam VPNs
    • escolhem o melhor caminho para cada pacote
    • são a base da Internet global

    Sem roteadores, cada rede seria uma ilha isolada.

    Eles são tão importantes quanto switches — mas com funções completamente diferentes.

  • #3 Switches Layer 2

    Switches L2 – A Base das Redes Modernas

    https://www.lightoptics.co.uk/cdn/shop/articles/Gigabit_Ethernet_Switch_1024x1024.jpg?v=1651479383

    Os problemas da topologia de barramento e dos hubs mostraram claramente que as redes precisavam de um dispositivo mais inteligente, escalável e estável.
    Foi essa necessidade que fez surgir o Switch Ethernet, também chamado de Switch L2 (Camada 2).

    Hoje, os switches são a espinha dorsal física de qualquer rede empresarial, independente do segmento ou tamanho. Sem switches, simplesmente não existe rede moderna.

    O que é um Switch Ethernet?

    Um switch é um dispositivo de comutação projetado para interligar computadores, servidores, access points, firewalls e outros equipamentos de rede de forma organizada e eficiente.

    Ele possui:

    • Portas Ethernet (RJ-45) onde conectamos cabos UTP;
    • Porta Console para configuração direta;
    • Portas SFP ou SFP+ para módulos ópticos;
    • Carcaça metálica projetada para rack;
    • Modelos com fonte redundante;
    • Versões modulares e não modulares;
    • Modelos gerenciáveis e não gerenciáveis.

    Vamos entender cada ponto.

    Portas Ethernet – O ponto de conexão dos dispositivos

    https://www.trendnet.com/email2/2018/0508/closeUp.png
    https://media.maplesystems.com/wp-content/uploads/2025/11/ms1-L05G01F-with-fiber-closeup.webp

    Essas são as portas onde se conectam:

    • computadores
    • impressoras
    • access points
    • firewalls
    • servidores
    • câmeras IP
    • e outros switches

    São as portas mais comuns, e os cabos usados são os conhecidos cabos Ethernet (Cat5e, Cat6, Cat6A etc.).

    Porta Console – A entrada para o “cérebro” do switch

    https://i.ytimg.com/vi/Z2-QHMQPqAU/maxresdefault.jpg
    https://www.cisco.com/c/dam/en/us/td/i/300001-400000/350001-360000/354001-355000/354883.jpg
    https://m.media-amazon.com/images/I/712FZSsOWLL._AC_UF1000%2C1000_QL80_.jpg

    A porta console permite configurar o switch manualmente usando:

    • um cabo console (RJ-45, Mini-USB ou USB-C dependendo do modelo)
    • um computador rodando terminal (PuTTY, SecureCRT, TeraTerm etc.)

    Por ela, o analista acessa:

    • VLANs
    • Spanning-Tree
    • tabelas MAC
    • QoS
    • configurações de L2
    • gerenciamento, logs e muito mais

    Portas SFP e SFP+ – Onde as fibras são conectadas

    https://m.media-amazon.com/images/I/61j9g0ihxpL.jpg
    https://www.fibermall.com/blog/wp-content/uploads/2023/08/hot-pluggable.png
    https://cdn.shopify.com/s/files/1/0613/4041/8306/files/LO-RJ45_SFP_module.png?v=1659600955

    As portas SFP permitem conectar fibras ópticas ao switch usando módulos transceptores.

    Importante:

    • O módulo SFP não vem com o switch.
    • Ele deve ser comprado separadamente, compatível com o fabricante.
    • Existem switches exclusivamente de fibra (tudo SFP/SFP+) — são mais caros.

    As fibras são usadas principalmente para:

    • alta velocidade (1G, 10G, 25G, 40G+),
    • longas distâncias,
    • backbone entre andares ou racks,
    • uplink entre switches.

    Fonte de Alimentação Redundante

    https://ftp.wti.com/userimages/pts-app-diagram-101201.png
    https://www.cisco.com/c/dam/assets/support/product-images/series/switches-redundant-power-systems.jpg

    Modelos corporativos profissionais contam com:

    • duas fontes de alimentação,
    • funcionando simultaneamente,
    • se uma falhar, a outra mantém o switch ligado.

    Isso garante operação contínua — essencial em empresas, data centers e ambientes críticos.

    Formato para Rack e as “Orelhas” de Instalação

    https://m.media-amazon.com/images/I/51RWVN%2BBLCL.jpg
    https://m.media-amazon.com/images/I/61CtW5aiC6L.jpg

    Switches geralmente vêm com um kit chamado rack ears (“orelhas”).

    Essas peças metálicas:

    • são parafusadas nas laterais do switch,
    • permitem instalar o equipamento em racks de 19 polegadas,
    • facilitam a organização e padronização da infraestrutura.

    O formato retangular do switch foi criado para encaixar em racks de todos os tamanhos e conviver lado a lado com:

    • patch panels,
    • firewalls,
    • roteadores,
    • nobreaks,
    • e servidores.

    Como o Switch Encaminha Dados

    https://www.ciscopress.com/content/images/chap7_9780136633662/elementLinks/07fig19_alt.jpg
    https://www.computernetworkingnotes.com/wp-content/uploads/ccna-study-guide/images/csg177-01-cam-table.png

    O switch analisa cada quadro Ethernet recebido e consulta sua tabela MAC.

    Ele aprende automaticamente:

    • qual dispositivo está conectado em qual porta.

    Quando um dispositivo envia dados para outro:

    o switch encaminha o quadro somente para a porta correta.

    Isso elimina:

    • colisões,
    • CSMA/CD,
    • retransmissões desnecessárias,
    • a limitação do meio compartilhado.

    Cada porta se torna um domínio de colisão independente, criando comunicação limpa e eficiente.

    Switches Modulares vs. Não Modulares

    https://i.dell.com/das/dih.ashx/500x500/das/xa_____/global-site-design%20WEB/db94eb0c-45a0-68ca-562a-95b769d3e831/1/OriginalPng?id=Dell%2FProduct_Images%2FDell_Enterprise_Products%2FNetworking_Products%2FDell%2FC_series%2Fc9000_series%2Fc9010%2Fglobal_spi%2Fnetworking-switches-c9010-c1048p-left-relativesize-500-ng.psd
    https://www.dlinkmea.com/images/product/9801-DGS-8006_A1_Image_L%28Front%29.jpg

    Switches não modulares (fixed):

    • vêm com número fixo de portas,
    • funções definidas de fábrica,
    • não permitem adicionar placas extras.

    São os mais comuns.

    Switches modulares (chassis):

    • permitem adicionar módulos de portas,
    • placas de supervisão,
    • módulos de alta velocidade,
    • fontes redundantes extras,
    • e novas funcionalidades.

    São comuns em data centers e ambientes corporativos de grande porte.

    Gerenciáveis vs. Não Gerenciáveis

    Switches não gerenciáveis:

    • sem console,
    • sem interface web,
    • não permitem configuração nenhuma,
    • geralmente possuem apenas “perfis automáticos”,
    • usados em redes domésticas e ambientes muito simples.

    Switches gerenciáveis:

    • permitem VLANs,
    • Spanning-Tree,
    • QoS,
    • monitoramento,
    • segurança,
    • agregação de links,
    • engenharia de tráfego.

    Todo analista de redes deve focar exclusivamente em switches gerenciáveis.

    Switch não gerenciável não atende redes corporativas é limitado, engessado e impede decisões importantes.

    Os Switches São a Estrutura da Rede

    Independente do tamanho ou segmento da empresa:

    Os switches formam a espinha dorsal física da rede.

    Eles conectam:

    • usuários
    • servidores
    • firewalls
    • access points
    • impressoras
    • câmeras
    • roteadores
    • e outros switches

    Sem eles, não há rede.

    Por que Hubs Nunca Devem Ser Ligados a Switches

    Hubs são equipamentos totalmente ultrapassados, mas ainda causam problemas quando encontrados em ambientes corporativos.

    Conectar hubs a switches:

    • traz de volta colisões,
    • recria domínios de colisão gigantes,
    • causa lentidão,
    • pode gerar loops,
    • prejudica STP,
    • cria broadcast desnecessário.

    Caso real (2024)

    Tive um problema causado por funcionários que encontraram hubs antigos no estoque e os conectaram para “quebrar um galho” enquanto esperavam novos pontos de rede.

    Resultado:

    • loops na rede,
    • broadcast storm,
    • switches travando,
    • vários setores inacessíveis.

    Hubs devem ser descartados definitivamente.

  • #2 Hub – A Evolução da Topologia em Estrela

    Do Barramento ao Hub: A Evolução para a Topologia em Estrela

    https://images.ctfassets.net/aoyx73g9h2pg/2BeY1nsgq7F1zV7TZezCeV/a01a704bbe01389eebedccdfe285801b/What-is-a-Computer-Network-Hub-Diagram.jpg
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4b/HP_EtherTwist_Hub8.jpg/330px-HP_EtherTwist_Hub8.jpg

    À medida que as redes Ethernet cresceram, as limitações da topologia em barramento ficaram insustentáveis.
    A necessidade de instalar mais computadores, reduzir falhas e facilitar a manutenção levou ao próximo passo evolutivo:

    O Hub Ethernet

    Apesar de parecer um grande avanço, internamente o hub continuava funcionando como um barramento elétrico, como uma extensão múltipla de energia que simplesmente replica o mesmo sinal para todas as tomadas.

    Hubs: Um Sinal Compartilhado, Agora com Cabos Individuais

    https://www.pcweenie.com/images/hni/s03p014_connectRouterDiagram.png

    A grande mudança trazida pelo hub foi prática:

    • cada computador ganhou seu próprio cabo,
    • agora utilizando cabos UTP (os cabos Ethernet azuis que usamos até hoje),
    • e o antigo cabo coaxial contínuo desapareceu.

    Com isso, surgiram benefícios imediatos:

    • instalação mais simples,
    • manutenção mais fácil,
    • a rede não caía totalmente se um cabo se rompesse,
    • a topologia física passou a ser estrela.

    Mas, eletricamente…

    O hub continuava sendo um barramento interno.

    Isso significa que:

    • um computador transmitia → todas as portas recebiam,
    • colisões continuavam acontecendo,
    • toda a rede ainda era um único domínio de colisão.

    Os Problemas Continuavam E Ficaram Piores

    https://study-ccna.com/wp-content/images/collision_domains.jpg

    Com hubs, as redes começaram a crescer rapidamente.

    Mas isso trouxe um novo problema:

    Mais portas = mais computadores = mais colisões.

    Para aumentar a capacidade, os administradores ligavam hubs uns nos outros:

    Hub → Hub → Hub → Hub

    Cada novo hub:

    • aumentava o congestionamento,
    • multiplicava colisões,
    • deixava a rede lenta,
    • ampliava o domínio de colisão para dezenas de máquinas.

    Um único broadcast ou colisão podia afetar toda a rede.

    Ficou claro que era preciso segmentar a rede, não apenas ampliá-la.

    A Necessidade de Divisão da Rede: A Bridge

    https://images.ctfassets.net/aoyx73g9h2pg/1Z9TLvcFBdP7zn703lpiVT/ca80179eee52e5eaeebdae8e392851d4/What-is-a-Network-Bridge-Diagram.jpg
    https://d2cest1yk6hx2d.cloudfront.net/uninets-001/store/3057/article%20images/bridge-diagram-image.png

    A bridge foi o primeiro dispositivo a trazer inteligência real para as redes Ethernet.

    Uma bridge possuía:

    • duas portas (depois mais),
    • capacidade de aprender endereços MAC,
    • e a função de separar tráfego entre segmentos.

    O que a bridge resolveu:

    Imagine uma rede com 40 computadores conectados a hubs.
    Ao dividir em dois segmentos de 20 máquinas, conectados por uma bridge:

    • tráfego local fica no seu próprio segmento,
    • apenas o necessário atravessa a bridge,
    • metade dos computadores não escuta transmissões desnecessárias,
    • colisões são reduzidas em cada segmento.

    A bridge criou dois domínios de colisão menores, em vez de um único domínio gigante.

    Isso melhorou drasticamente a performance.

    Como a Bridge Reduzia o Tráfego

    A bridge analisava cada quadro e decidia:

    • Se o destino estivesse no mesmo lado, não encaminhava o quadro;
    • Se estivesse no outro lado, encaminhava;
    • Se o MAC fosse desconhecido, inundava apenas para o outro segmento.

    Essa inteligência simples foi a base da segmentação moderna.

    A bridge foi o primeiro passo na direção de:

    • redes mais organizadas,
    • domínios de colisão menores,
    • controle de broadcast,
    • eficiência real.

    Bridges Multiportas viram Switches

    https://www.lightoptics.co.uk/cdn/shop/articles/Gigabit_Ethernet_Switch_1024x1024.jpg?v=1651479383
    https://www.pcweenie.com/images/hni/s03p014_connectRouterDiagram.png
    https://media.geeksforgeeks.org/wp-content/cdn-uploads/Network_devices.jpg

    O sucesso da bridge provou que segmentar era o caminho certo.
    Com o tempo, os fabricantes:

    • aumentaram o número de portas,
    • melhoraram os algoritmos de ponte,
    • criaram tabelas MAC mais eficientes,
    • adicionaram buffers dedicados,
    • isolaram colisões por porta.

    O resultado foi o dispositivo mais importante de qualquer rede atual:

    O Switch Ethernet

    Presente em empresas, provedores, data centers e ambientes domésticos modernos.

    Por Que Isso Prepara Você Para o Estudo dos Switches

    Agora que você entende:

    • os limites do barramento,
    • como o hub repete o sinal,
    • a necessidade de segmentação,
    • e o papel das bridges,

    você está pronto para entender por que o switch resolve todos esses problemas de uma vez só.

    Switches:

    • eliminam colisões,
    • criam enlaces dedicados,
    • permitem full-duplex,
    • implementam comutação inteligente,
    • tornam a rede rápida e escalável.
  • #1 Topologia de Barramento

    Topologia de Barramento (Bus Topology)

    https://networkencyclopedia.com/wp-content/uploads/2019/08/10base2-network.jpg

    A topologia de barramento foi a principal forma de utilizada, e apesar de ser uma rede “legada”, ela ainda serve como base para entender como as redes funcionam hoje — inclusive o Wi-Fi, que herdou vários dos mesmos desafios.

    Assim como um estudante de medicina não pode ignorar anatomia, um profissional de redes não pode pular os fundamentos. Muitos comportamentos da camada física e de enlace só fazem sentido quando você entende como o fluxo funciona e como a rede vai se comportar, para entender isso completamente, é preciso entender dês de o começo.

    Por que estudar topologia de barramento?

    Compreender esta topologia explica:

    • como surgiram os domínios de colisão,
    • por que os switches foram revolucionários,
    • como funcionava o CSMA/CD,
    • por que a escalabilidade era tão limitada,
    • e como esse conceito volta nas redes Wi-Fi.

    O que é a topologia de barramento?

    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/BNC_connector_with_10BASE2_cable-92170.jpg

    Na topologia de barramento:

    • Todos os computadores são conectados ao mesmo cabo físico contínuo (o “barramento”).
    • Esse cabo era geralmente coaxial (10BASE2 ou 10BASE5).
    • Todos compartilhavam o mesmo cabo para transmitir e receber dados.

    É exatamente como um único cabo de TV distribuído para várias residências hoje: todos recebem o mesmo sinal que percorre o fio.

    Problema 1 — O meio compartilhado

    Quando um computador enviava uma mensagem, todos os outros recebiam, mesmo que o quadro tivesse apenas um destinatário.

    Isso criava:

    • broadcast constante (Envio obrigatório para todos),
    • tráfego desnecessário,
    • atrasos,
    • baixa performance.

    Não havia segmentação nem controle inteligente de tráfego.

    Problema 2 — Colisões constantes

    https://media.geeksforgeeks.org/wp-content/uploads/Computer-Network-Broadcast-Domain-Collision.png

    Como todos usavam o mesmo cabo, se dois computadores transmitissem ao mesmo tempo, os sinais colidiam — literalmente se “batiam” dentro do fio.

    O resultado:

    • o quadro era destruído,
    • a transmissão era perdida,
    • todo mundo precisava retransmitir,
    • e a rede ficava cada vez mais lenta.

    Quanto mais dispositivos você adicionava, mais colisões surgiam.

    As redes em barramento eram Half-Duplex

    Outro ponto crítico é que as redes em barramento só funcionavam em half-duplex.

    Isso significa:

    • o dispositivo não conseguia transmitir e ouvir ao mesmo tempo;
    • ao transmitir, ele ficava “cego” para o meio;
    • se outro host transmitisse simultaneamente, a colisão só seria percebida depois que o quadro era corrompido.

    Esse comportamento aumentava ainda mais a ocorrência de colisões e reduzia drasticamente o desempenho da rede conforme mais máquinas eram adicionadas.

    Esse mesmo conceito de half-duplex reaparece até hoje no Wi-Fi, que também não consegue transmitir e escutar simultaneamente no mesmo canal.

    Problema 3 — Escalabilidade muito limitada

    Adicionar mais computadores ao barramento aumentava:

    • a probabilidade de colisões,
    • o congestionamento,
    • a latência,
    • o broadcast,
    • e os erros na rede.

    Além disso:

    • uma única falha no cabo podia derrubar a rede inteira;
    • manutenção era difícil;
    • não existia isolamento de tráfego.

    Resultado: não servia para redes corporativas grandes.

    CSMA/CD — Como a Ethernet tentava organizar o caos

    https://www.researchgate.net/publication/323511648/figure/fig3/AS%3A631600802983960%401527596774658/Flow-diagram-for-the-CSMA-CD.png

    O protocolo CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection) era usado para reduzir o número de colisões.

    Ele funcionava assim:

    1. O dispositivo ouvia o cabo para ver se estava livre (Carrier Sense).
    2. Se estivesse livre, transmitia.
    3. Se outra máquina transmitisse ao mesmo tempo → colisão.
    4. Ambas percebiam a colisão e esperavam um tempo aleatório e distintos (Backoff).
    5. Tentavam novamente.

    O grande problema:

    👉 O CSMA/CD só detecta a colisão depois que ela acontece.

    Ou seja, ele não impede colisões — apenas reage.

    Cabo único: um gargalo físico e lógico

    Além dos problemas de colisão e broadcast, esse modelo apresentava:

    • um único ponto de falha,
    • limitação de distância,
    • baixa velocidade,
    • nenhuma segurança,
    • nenhuma forma de segmentação.

    Como a topologia de barramento “ressurge” no Wi-Fi Hoje

    https://www.networkacademy.io/sites/default/files/2025-03/collision-avoidance-csma-ca.png

    A topologia de barramento morreu no cabo… mas voltou no ar.

    No Wi-Fi:

    • todos compartilham o mesmo canal,
    • todos disputam o mesmo meio (Ondas pelo Ar),
    • o meio é half-duplex (Envia e aguarda para receber),
    • colisões ainda existem — mas são invisíveis.

    Por isso o Wi-Fi usa CSMA/CA (Collision Avoidance), a evolução do CSMA/CD que tenta evitar colisões antes que aconteçam.

    Ou seja, o fluxo de redes e comportamento das transmissões ainda é o mesmo, a topologia de barramento continua viva, mas agora o fio foi removido, e por isso é de suma importância entender esse modo de transmissão.