Switches L2 – A Base das Redes Modernas

Os problemas da topologia de barramento e dos hubs mostraram claramente que as redes precisavam de um dispositivo mais inteligente, escalável e estável.
Foi essa necessidade que fez surgir o Switch Ethernet, também chamado de Switch L2 (Camada 2).
Hoje, os switches são a espinha dorsal física de qualquer rede empresarial, independente do segmento ou tamanho. Sem switches, simplesmente não existe rede moderna.
O que é um Switch Ethernet?
Um switch é um dispositivo de comutação projetado para interligar computadores, servidores, access points, firewalls e outros equipamentos de rede de forma organizada e eficiente.
Ele possui:
- Portas Ethernet (RJ-45) onde conectamos cabos UTP;
- Porta Console para configuração direta;
- Portas SFP ou SFP+ para módulos ópticos;
- Carcaça metálica projetada para rack;
- Modelos com fonte redundante;
- Versões modulares e não modulares;
- Modelos gerenciáveis e não gerenciáveis.
Vamos entender cada ponto.
Portas Ethernet – O ponto de conexão dos dispositivos


Essas são as portas onde se conectam:
- computadores
- impressoras
- access points
- firewalls
- servidores
- câmeras IP
- e outros switches
São as portas mais comuns, e os cabos usados são os conhecidos cabos Ethernet (Cat5e, Cat6, Cat6A etc.).
Porta Console – A entrada para o “cérebro” do switch



A porta console permite configurar o switch manualmente usando:
- um cabo console (RJ-45, Mini-USB ou USB-C dependendo do modelo)
- um computador rodando terminal (PuTTY, SecureCRT, TeraTerm etc.)
Por ela, o analista acessa:
- VLANs
- Spanning-Tree
- tabelas MAC
- QoS
- configurações de L2
- gerenciamento, logs e muito mais
Portas SFP e SFP+ – Onde as fibras são conectadas



As portas SFP permitem conectar fibras ópticas ao switch usando módulos transceptores.
Importante:
- O módulo SFP não vem com o switch.
- Ele deve ser comprado separadamente, compatível com o fabricante.
- Existem switches exclusivamente de fibra (tudo SFP/SFP+) — são mais caros.
As fibras são usadas principalmente para:
- alta velocidade (1G, 10G, 25G, 40G+),
- longas distâncias,
- backbone entre andares ou racks,
- uplink entre switches.
Fonte de Alimentação Redundante


Modelos corporativos profissionais contam com:
- duas fontes de alimentação,
- funcionando simultaneamente,
- se uma falhar, a outra mantém o switch ligado.
Isso garante operação contínua — essencial em empresas, data centers e ambientes críticos.
Formato para Rack e as “Orelhas” de Instalação


Switches geralmente vêm com um kit chamado rack ears (“orelhas”).
Essas peças metálicas:
- são parafusadas nas laterais do switch,
- permitem instalar o equipamento em racks de 19 polegadas,
- facilitam a organização e padronização da infraestrutura.
O formato retangular do switch foi criado para encaixar em racks de todos os tamanhos e conviver lado a lado com:
- patch panels,
- firewalls,
- roteadores,
- nobreaks,
- e servidores.
Como o Switch Encaminha Dados


O switch analisa cada quadro Ethernet recebido e consulta sua tabela MAC.
Ele aprende automaticamente:
- qual dispositivo está conectado em qual porta.
Quando um dispositivo envia dados para outro:
o switch encaminha o quadro somente para a porta correta.
Isso elimina:
- colisões,
- CSMA/CD,
- retransmissões desnecessárias,
- a limitação do meio compartilhado.
Cada porta se torna um domínio de colisão independente, criando comunicação limpa e eficiente.
Switches Modulares vs. Não Modulares

Switches não modulares (fixed):
- vêm com número fixo de portas,
- funções definidas de fábrica,
- não permitem adicionar placas extras.
São os mais comuns.
Switches modulares (chassis):
- permitem adicionar módulos de portas,
- placas de supervisão,
- módulos de alta velocidade,
- fontes redundantes extras,
- e novas funcionalidades.
São comuns em data centers e ambientes corporativos de grande porte.
Gerenciáveis vs. Não Gerenciáveis
Switches não gerenciáveis:
- sem console,
- sem interface web,
- não permitem configuração nenhuma,
- geralmente possuem apenas “perfis automáticos”,
- usados em redes domésticas e ambientes muito simples.
Switches gerenciáveis:
- permitem VLANs,
- Spanning-Tree,
- QoS,
- monitoramento,
- segurança,
- agregação de links,
- engenharia de tráfego.
Todo analista de redes deve focar exclusivamente em switches gerenciáveis.
Switch não gerenciável não atende redes corporativas é limitado, engessado e impede decisões importantes.
Os Switches São a Estrutura da Rede
Independente do tamanho ou segmento da empresa:
Os switches formam a espinha dorsal física da rede.
Eles conectam:
- usuários
- servidores
- firewalls
- access points
- impressoras
- câmeras
- roteadores
- e outros switches
Sem eles, não há rede.
Por que Hubs Nunca Devem Ser Ligados a Switches
Hubs são equipamentos totalmente ultrapassados, mas ainda causam problemas quando encontrados em ambientes corporativos.
Conectar hubs a switches:
- traz de volta colisões,
- recria domínios de colisão gigantes,
- causa lentidão,
- pode gerar loops,
- prejudica STP,
- cria broadcast desnecessário.
Caso real (2024)
Tive um problema causado por funcionários que encontraram hubs antigos no estoque e os conectaram para “quebrar um galho” enquanto esperavam novos pontos de rede.
Resultado:
- loops na rede,
- broadcast storm,
- switches travando,
- vários setores inacessíveis.
Hubs devem ser descartados definitivamente.
Deixe um comentário