#2 Hub – A Evolução da Topologia em Estrela

Do Barramento ao Hub: A Evolução para a Topologia em Estrela

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À medida que as redes Ethernet cresceram, as limitações da topologia em barramento ficaram insustentáveis.
A necessidade de instalar mais computadores, reduzir falhas e facilitar a manutenção levou ao próximo passo evolutivo:

O Hub Ethernet

Apesar de parecer um grande avanço, internamente o hub continuava funcionando como um barramento elétrico, como uma extensão múltipla de energia que simplesmente replica o mesmo sinal para todas as tomadas.

Hubs: Um Sinal Compartilhado, Agora com Cabos Individuais

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A grande mudança trazida pelo hub foi prática:

  • cada computador ganhou seu próprio cabo,
  • agora utilizando cabos UTP (os cabos Ethernet azuis que usamos até hoje),
  • e o antigo cabo coaxial contínuo desapareceu.

Com isso, surgiram benefícios imediatos:

  • instalação mais simples,
  • manutenção mais fácil,
  • a rede não caía totalmente se um cabo se rompesse,
  • a topologia física passou a ser estrela.

Mas, eletricamente…

O hub continuava sendo um barramento interno.

Isso significa que:

  • um computador transmitia → todas as portas recebiam,
  • colisões continuavam acontecendo,
  • toda a rede ainda era um único domínio de colisão.

Os Problemas Continuavam E Ficaram Piores

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Com hubs, as redes começaram a crescer rapidamente.

Mas isso trouxe um novo problema:

Mais portas = mais computadores = mais colisões.

Para aumentar a capacidade, os administradores ligavam hubs uns nos outros:

Hub → Hub → Hub → Hub

Cada novo hub:

  • aumentava o congestionamento,
  • multiplicava colisões,
  • deixava a rede lenta,
  • ampliava o domínio de colisão para dezenas de máquinas.

Um único broadcast ou colisão podia afetar toda a rede.

Ficou claro que era preciso segmentar a rede, não apenas ampliá-la.

A Necessidade de Divisão da Rede: A Bridge

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A bridge foi o primeiro dispositivo a trazer inteligência real para as redes Ethernet.

Uma bridge possuía:

  • duas portas (depois mais),
  • capacidade de aprender endereços MAC,
  • e a função de separar tráfego entre segmentos.

O que a bridge resolveu:

Imagine uma rede com 40 computadores conectados a hubs.
Ao dividir em dois segmentos de 20 máquinas, conectados por uma bridge:

  • tráfego local fica no seu próprio segmento,
  • apenas o necessário atravessa a bridge,
  • metade dos computadores não escuta transmissões desnecessárias,
  • colisões são reduzidas em cada segmento.

A bridge criou dois domínios de colisão menores, em vez de um único domínio gigante.

Isso melhorou drasticamente a performance.

Como a Bridge Reduzia o Tráfego

A bridge analisava cada quadro e decidia:

  • Se o destino estivesse no mesmo lado, não encaminhava o quadro;
  • Se estivesse no outro lado, encaminhava;
  • Se o MAC fosse desconhecido, inundava apenas para o outro segmento.

Essa inteligência simples foi a base da segmentação moderna.

A bridge foi o primeiro passo na direção de:

  • redes mais organizadas,
  • domínios de colisão menores,
  • controle de broadcast,
  • eficiência real.

Bridges Multiportas viram Switches

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O sucesso da bridge provou que segmentar era o caminho certo.
Com o tempo, os fabricantes:

  • aumentaram o número de portas,
  • melhoraram os algoritmos de ponte,
  • criaram tabelas MAC mais eficientes,
  • adicionaram buffers dedicados,
  • isolaram colisões por porta.

O resultado foi o dispositivo mais importante de qualquer rede atual:

O Switch Ethernet

Presente em empresas, provedores, data centers e ambientes domésticos modernos.

Por Que Isso Prepara Você Para o Estudo dos Switches

Agora que você entende:

  • os limites do barramento,
  • como o hub repete o sinal,
  • a necessidade de segmentação,
  • e o papel das bridges,

você está pronto para entender por que o switch resolve todos esses problemas de uma vez só.

Switches:

  • eliminam colisões,
  • criam enlaces dedicados,
  • permitem full-duplex,
  • implementam comutação inteligente,
  • tornam a rede rápida e escalável.

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